Agosto Lilás: proteger as mulheres é defender vidas

Agosto Lilás: proteger as mulheres é defender vidas

Você já deixou de responder a uma mensagem por medo da reação do seu companheiro? Já sentiu vergonha de contar para alguém o que acontece dentro de casa? Ou já ouviu uma colega dizer que estava “tudo bem”, quando era evidente que não estava?

O silêncio faz parte da violência. Muitas mulheres demoram para pedir ajuda porque sentem medo, culpa, vergonha ou acreditam que não serão acolhidas. Mas a verdade é uma só: a responsabilidade pela violência nunca é da vítima.

Neste Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, lembramos também o aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um marco na proteção das mulheres brasileiras e na luta contra todas as formas de violência.

A violência não começa com a agressão física

Muitas vezes, ela começa de forma silenciosa: no controle das amizades, das roupas, do dinheiro, do celular, das saídas ou das palavras. Depois vêm as humilhações, as ameaças, os xingamentos, o isolamento, a violência psicológica e, em muitos casos, a agressão física.

Quando esse ciclo não é interrompido, ele pode chegar à sua forma mais extrema: o feminicídio, que tira a vida de milhares de mulheres todos os anos no Brasil. Por isso, toda violência deve ser levada a sério. Nenhum sinal deve ser ignorado.

O ambiente de trabalho também pode ser um espaço de violência

Além da violência doméstica, muitas trabalhadoras enfrentam situações de assédio moral e assédio sexual no ambiente de trabalho.

Comentários constrangedores, insinuações, convites insistentes, humilhações públicas, perseguições, intimidações e abusos de autoridade são formas de violência que afetam a saúde física e emocional, comprometem a autoestima e tornam o ambiente profissional inseguro.

Nenhuma mulher deve aceitar esse tipo de situação como se fosse “normal” ou “parte do serviço”.

Você não está sozinha

Sabemos que denunciar não é um ato simples. O medo de perder o emprego, de não ser acreditada, de sofrer represálias ou de colocar a própria família em risco pode silenciar muitas mulheres. Mas pedir ajuda é um passo importante para romper o ciclo da violência.

Se você está vivendo uma situação de violência ou conhece alguém que precise de apoio, procure uma rede de proteção. Converse com pessoas de confiança, busque os serviços especializados e denuncie.

  • Em caso de risco imediato, ligue para a Polícia Militar (190).
  • Para orientação, acolhimento e encaminhamento, utilize a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito e sigiloso disponível em todo o país.

Neste Agosto Lilás, lembre-se: a violência nunca é culpa da vítima. Dar nome à violência é o primeiro passo para enfrentá-la e ninguém precisa enfrentar essa luta sozinha.