
01 set Setembro Amarelo: o peso do trabalho na saúde mental
Cuidar de quem precisa, acolher famílias, atender pessoas em situação de vulnerabilidade, acompanhar crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, lidar com situações de doença, violência ou sofrimento. Para muitas trabalhadoras e trabalhadores das instituições beneficentes, religiosas e filantrópicas, essas experiências fazem parte da rotina profissional.
Por isso, neste Setembro Amarelo, o Sintibref-DF propõe a você ampliar a conversa sobre saúde mental. Além de falar sobre prevenção e cuidado individual, é preciso olhar para uma pergunta que muitas vezes fica em segundo plano: como as condições em que trabalhamos interferem na nossa saúde mental?
Quando o cansaço não termina no fim do expediente
Equipe reduzida, pressão por resultados, acúmulo de tarefas, dificuldade para substituir colegas, jornadas desgastantes, conflitos no ambiente profissional e contato frequente com situações de sofrimento podem fazer com que a trabalhadora e o trabalhador terminem o expediente, mas continuem carregando o trabalho para casa. Isso pode aparecer de diferentes maneiras: dificuldade para descansar, irritação, sensação de estar sempre em alerta, desânimo, ansiedade, problemas de sono, exaustão ou a impressão de que nunca é possível fazer o suficiente.
Em atividades ligadas ao cuidado, existe ainda uma pressão particular. Muitas vezes, quem trabalha sabe que do outro lado existe alguém que precisa daquele atendimento. Por isso, pode surgir culpa ao colocar limites, pedir ajuda ou reconhecer que determinada rotina se tornou pesada demais. Mas compromisso com o trabalho não deve significar suportar qualquer condição.
Saúde mental não é apenas uma questão individual
Nos últimos anos, tornou-se comum falar sobre autocuidado. Descansar, procurar apoio, manter vínculos e cuidar da própria saúde são atitudes importantes, porém há um limite para aquilo que pode ser resolvido individualmente.
Uma consulta, técnica de relaxamento, descansar no fim de semana não são recursos que resolvem, sozinhos, uma rotina permanentemente exaustiva. Por isso, o debate sobre saúde mental precisa incluir também os chamados riscos psicossociais, fatores relacionados à forma como o trabalho é organizado e às relações estabelecidas nesse ambiente que podem afetar o bem-estar e a saúde das pessoas.
Pedir apoio também é cuidado
Quando a situação está pesada, procurar ajuda é importante. O Sintibref-DF oferece benefícios que podem te ajudar a passar por esses momentos.
A Assistência Psicológica, dentro do Bem-Estar Social, tem atendimentos com profissionais por telefone ou videochamada. Esse atendimento funciona como apoio para a trabalhadora e o trabalhador que precisa conversar, organizar o que está vivendo e buscar orientação.
Além do mais, você também pode buscar serviços como:
- Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
- Em situações de urgência, é possível procurar uma UPA 24 horas, pronto-socorro ou hospital, além de acionar o SAMU pelo número 192.
- Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. O atendimento pelo telefone 188 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias.
Mas é importante fazer uma distinção: se seu sofrimento vem das condições de trabalho, use a Assistência Psicológica como apoio e busque orientação do Sintibref-DF!
Prevenir o adoecimento significa também defender ambientes profissionais em que seja possível trabalhar com dignidade, segurança, respeito e condições adequadas.
Para quem dedica todos os dias seu trabalho ao cuidado e ao atendimento de outras pessoas, existe uma mensagem que não pode ficar de fora neste mês: quem cuida também precisa encontrar condições para ser cuidado. Saúde mental também depende de como o trabalho acontece!